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Lidando com a sensação de ser um fracasso

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O título soa até um pouco agressivo para quem tem um blog chamado "criando empatia", certo? Não. Estou criando, no gerúndio - por ser um processo. Tem dias que a empatia por mim está lá no alto, outros no chão. E o que acontece quando a variação vai pro negativo? Empatia zero pelo mundo.

Aquele tal fluxograma que já falei:
-> para ser empático com o mundo, é preciso ter isso dentro de si -> E para fazer a empatia nascer internamente, vem primeiro o amor-próprio (já falei disso aqui).

E, na tal jornada da empatia interna, é óbvio que vai ser preciso lidar com conflitos e monstros internos.

Seguimos então com um dos meus monstros na luta por uma vida mais empática comigo (mesma):
Vamos para três situações que me fazem duvidar da minha capacidade e sentir que fracassei - envolvendo pessoas, vida profissional e meu sonho.

A) CHICAGO.
A cidade consegue ser a mais linda do mundo, mas basta eu ver fotos ou ouvir músicas da época que minha autoestima cai desesperadamente.

Estav…

Detox de redes sociais: será que devo, de novo?

Já contei que fiquei uns meses sem acessar as redes sociais, e como foi a experiência. Só que há 4 meses voltei, porque havia mudado de trabalho e cidade, a solidão meio que bateu e resolvi suprir esse "vazio" com a internet. Funcionou sim e não.

O acesso as informações foram essenciais para a conversão ao veganismo, assim como se não fosse a internet, não teria me desconstruído em tantos seguimentos e me tornado a pessoa que venho sendo. Também aprendi receitas, colecionei dicas de lugares para visitar - e claro, comer.

Mas, sempre tem um porém.
E eu não sei brincar.

De novo, o excesso de informações (úteis e outras muitas nem tanto) tem minado minha energia, e até me confundindo em certas situações. São inúmeras discussões sobre o que é arte, o que é abuso; o que é cura, o que é preconceito, e por aí vai. O debate às vezes faz parte para o entendimento sobre ambos os lados, mas tem horas que cansa.

Outro lado ruim: rede social mais parece uma briga de egos e "crianças…

Cuidar de si como propósito: é egoísmo?

Antes de mais nada, afinal, o que é propósito

Já faz um bom tempo que tenho lido muito e refletido ainda mais sobre. Meu status atual é que não sei exatamente definir qual é meu propósito nesta vida, e enquanto não descubro, resolvi criar um propósito pro ano. 

Quando 2016 começou, lembro-me que postei no Instagram que o objetivo do ano seria trabalhar a autoestima. Inconscientemente, isso foi acontecendo sim - hoje vejo a depressão como o caminho para me conhecer e entre uma luta e outra, a força foi elevando minha estima e trazendo a aceitação. Cheguei à conclusão que não faz muito sentido a estima estar lá em cima se eu nem sei quem sou, ou porque quero emagrecer ou ter um sapato novo, por exemplo. É algo mais além.

Para 2017, repeti diversas vezes e para tudo quanto é gente que eu queria um ano zen. Tem noção do que implica ser zen? No meu conceito, significa não estressar demasiadamente por qualquer coisa - e manter um ritmo controlado de emoções (neutralizando altos e baixos). Ta…

12 mudanças em 12 meses, reload!

Já havia reparado que toda transformação na minha vida acontece entre setembro-outubro. Sim, hoje eu sei - e acredito - que tem uma influência gigantesca da transição entre estações do ano, dos planetas e por aí vai. 

Há 12 meses, me casei (oficialmente). E me odiei, profundamente. Já falei aqui que estava numa vibe terrível de ódio interno, sem reconhecer física e psicologicamente quem eu era. Também nesta época, decidi parar de comer carne e uma atitude tão pequena mudou incrivelmente meu mundo. Digamos que até a mudança de trabalho e cidade tiveram total relação com isso (talvez valha um post...).
Para fazer uma retrô bem diferente (a louca dos retrôs e saudosismo), busquei no meu blog antigo (de viagens) uma postagem que fiz sobre 12 mudanças em 12 meses, feita na mesma época - mas em 2013. Claro, eu tinha valores, pensamentos e anseios beeem diferente dos de hoje, mas vale comparar!


1 - Descobri que não gosto de inverno. Nem de vento. Mas aqui em Chicago não tenho ficado tao irritad…

Afinal, eu sou tudo que incomoda os outros?

Uns dias aí, estava flanando no shopping - uma atividade não muito recorrente na minha rotina - e pensei que poderia encontrar uma camiseta ou vestido pra usar num determinado evento de família. Eu queria um item temático da Marvel (Loki lover), mas aí vi uma camiseta bordada FEMINIST. 
Pensei em comprar. Mas não comprei (pq no fim nem comprei nada, pq na real, eu não precisava...). 
Comentei com a pessoa que estava comigo: "Já pensou que máximo se tivesse uma camiseta escrito FEMINIST / VEGAN / MINIMALIST? Definição da minha pessoa". 
Aí, recebi a bomba (nem foi assim exatamente, mas soou como): "tem alguma forma de você ser mais odiada? Só falta ter LESBIAN".
Parei. Pensei:
1. Ah, pode ser que um dia aconteça. Pq não? Já mudei tanto, pode ser que um dia eu me descubra assim. Ou não. Não tem problema se isso acontecer.
2. Oi? Como assim, ser mais odiada? Por que esses termos irritam tanto as pessoas? O que de mal e/ou errado estou fazendo?

(defendendo animais? cuidando da…

Minha jornada de libertação

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Quem eu era antes do que vem à seguir:
A pessoa mais carente do mundo, que se moldava aos outros para ser aceita ou (pelo menos) não ser rejeitada. Censo-comum. Medo de aceitar algumas características da personalidade por conta de julgamento alheio. Mas semente que o vento leva, um dia arruma uma terra e brota. Apanhei na saída da escola muitas vezes, fui chamada de gorda, meu pai me chamava de vagabunda. Foi fácil crescer com a autoestima destruída - principalmente quando não se sabe como filtrar esse tipo de sentimento/emoção.

Outubro, 2011. Primeira mudança: saí de um relacionamento extremamente abusivo, que me privava (e meu psicológico não tinha forças para lutar contra) e dizia que viajar era um erro. Terminei, por ventura atraí a efetivação no trabalho e comecei a pagar um intercâmbio. Comecei a me soltar. A sonhar. Acreditar em mim. Que eu poderia voar, conseguiria realizar meu sonho de conhecer o mundo.
Fevereiro, 2013. Finalmente, viajei. Depois de tanto tempo guardando cada cent…

Editorial pós fim da depressão

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Por alguns anos tive outro blog voltado à viagem e essa modelagem já não cabia mais em mim. Quando comecei esse blog, há alguns meses, estava na tentativa de voltar à escrever e aliviar o que sentia aqui dentro.
E nessa época, eu estava numa depressão infernal. Até falei em um post que sentia que estava dentro de um casulo e que via lá fora, bem de longe, um freixo de luz. Mas o pensamento era tão negativo que eu só estava esperando mais uma onda bater para eu desistir de tudo. 
Não respirar mais. Calar os inúmeros pensamentos que só me destruíam cada vez mais. Não sentir nada. 
Mas eu consegui. Hoje eu posso dizer que eu saí da casca! Me sinto nova, vejo novamente tudo colorido - ou melhor, com uma tonalidade até diferente da qual enxergava antes.
Que agora esse blog seja um espaço para disseminar essa jornada em busca da empatia - começando por mim! :)